Minhas sinceras desculpas.

“Volta, caralho. Volta e joga todos meus defeitos na minha cara. Volta e aponta o dedo pra mim. Volta e diz que eu sou tudo de mais ruim que você já conheceu nessa porra de sua vida inteira. Volta e diz pra mim o merda que eu sou. Volta e diz que eu sou inútil. Volta e diz que eu sou um filho da puta. Volta. Volta e cospe na minha cara. Volta e diz que eu sou bosta. Que eu não sirvo pra porra nenhuma. Volta e espalha pro mundo inteiro a desgraça que eu sou. Volta, caralho, mas não fica na porra da minha cabeça como uma pessoa que eu gostaria de passar não cada um dos 365 dias do ano, mas cada um dos sei lá quantas merdas de dias da minha vida. Porque eu não aguento mais. Eu não aguento mais a minha cabeça cheia até o teto de reticências. Eu preciso de um ponto final. Pega essa porra dessa caneta e enfia na minha cabeça para fazer um ponto final. Mas volta. Volta, porque senão a ferida vai ser maior. Volta, porque senão vai piorar. Porque senão eu vou idealizar. Então você vai ver o que é sofrer. Vai, mas volta. Volta, porque senão quem vai voltar sou eu. E isso não vai acabar nada legal.”
Minhas sinceras desculpas.